Um rio de gente
Histórias, causos e lendas do Capibaribe
Lançado em 2010, “Um rio de gente – histórias, causos e lendas do Capibaribe” é fruto de um cuidadoso trabalho desenvolvido pelo especialista em recursos hídricos Alexandre Ramos, o jornalista Inácio França e a fotógrafa Tuca Siqueira. Durante nove meses, entre março e novembro de 2009, eles visitaram alguns municípios banhados pelo rio Capibaribe com um único objetivo: documentar a história oral da população ribeirinha.
O resultado é um livro repleto de narrativas que falam da dedicação, da cultura, da economia, dos amores, dos sonhos e das fantasias de quem mora às margens do rio e depende dele para sobreviver. As fotos contidas no livro completam o cenário de poesia tão característico do Capibaribe.
Com o incentivo cultural da Fundarpe e do Funcultura, “Um rio de gente – histórias, causos e lendas do Capibaribe” teve um número limitado de exemplares, pois o propósito não era comercializar a obra. A ideia de seus realizadores era devolver a cada uma das cidades visitadas um pouco daquilo que foi retirada delas. Por isso, as bibliotecas públicas desses municípios receberam uma determinada quantidade de exemplares do livro para o seu acervo.
Agora, o Museu Capibaribe disponibiliza na íntegra (com os textos de Inácio França e as fotos de Tuca Siqueira) o livro “Um rio de gente”. Boa leitura!
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A nascente toda vida |
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Eu gostava dela |
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Sabe o que é uma vida |
Levei muita lapada de
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Até parece uma mentira
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Vai dar outra cheia igual |
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Travessia |
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Sou fã desse rio |
Em 2009 já contei |
No dia que morria
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Daqui eu tô vendo o |
A água vinha borbulhando,
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Eu andava a pé até Limoeiro pra comprar livro |
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O marido é teu agora: |
E todos nós caíamos |
Escapei da boca do redemoinho, escapei fedendo
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Não tem quem me
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Olhado mata, |
Perseverança |
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Nós somos Lenhadores, vivemos da arte
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O mais velho do maracatu aqui sou eu |
Foi muito sufoco |
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Comecei a brigar pelo |
Capivara até hoje tem |



























